9.7.04

Rodada 4

Reyam agradece ao sargento:

"Obrigado por aceitar minha ajuda... garanto que meus conhecimentos serão muito úteis para que suas tropas cruzem as matas da região em segurança. Quem sabe? Podemos começar a fazer uma patrulha nas redondezas em busca de algo sobre essa situação calamitosa que ainda tento entender!"

E pergunta:

"Sargento, então tivemos um elfo de Âmien que trouxe sorte e prosperidade aos meus irmãos dourados? Que fascinante! Por que não me conta mais?"

O sargento começa a falar o que sabe.

“Bom, isso é o que as pessoas da cidade falam. Eu mesmo só o vi de após a batalha, curando os feridos. Tinha cabelos prateados e olhos de um violeta que eu nunca vou esquecer! A pele bronzeada contrastava com o longo manto branco com ornamentos dourados que vestia. Em sua cinta carregava uma espada diferente, um pouco curva. Fiquei fascinado com aquela figura e comecei a perguntar sobre ele aos aldeões. Seu nome é Mercur, mas não se sabe o nome de sua família. Contam que ele veio de Âmien para se encontrar com uma garota meio-elfo que vivia em uma cabana próxima à floresta da cidade...”

A descrição bate com a dos raros elfos dourados. Roupas com detalhes dourados são usados pelos membros da alta nobreza de Âmien, bem como a espada, que pela descrição do sargento, deve ser um sabre.

Reyam sabe que esta garota a quem ele se refere é a guardiã da floresta local e que seu nome é Vivian.

Neste momento, uma mulher de meia-idade e com aparência sofrida chega à porta do templo. Sua expressão é de preocupação:

“Sargento Pedro, alguma notícia de meu filho?”, pergunta.

“Sim, dona, seu filho mandou avisar que está com saudade de sua comida e que em breve estará aqui”, responde o sargento, com um sorriso largo.

“Ele sempre gostou de meu cozido de peixe. Espero que no dia em que ele volte tenha peixe no mercado para eu fazer seu prato favorito. Obrigado Sargento, e tenha um bom dia.”

A senhora então toma seu rumo com uma expressão mais aliviada. Tão logo ela se afasta, o sorriso do sargento se desmancha, sua face fica séria e ele diz em um tom mais grave:

“Pobre mulher. Seu filho foi para a última batalha e não voltou. Apesar de ter visto o corpo de seu filho ser enterrado, ela se nega a aceitar a realidade. Acredita nesta fantasia, de que seu filho está agora servindo ao exército, e pergunta a todos os soldados por ele. Se respondem que seu filho está morto, ela diz que estão confundindo a pessoa e fica irritada. Então, para evitar transtornos, respondem que não o conhecem. Eu respondo aquilo que ela quer ouvir, assim ela segue para casa e evita problemas. Pobre mulher.”

O sargento fica perdido em pensamentos, vendo a mulher se afastar. Enquanto isso, Cambaxirra e Abraldar travam um despreocupado diálogo:

"Na verdade, meu caro, tenho uma história estranhíssima para contar. O caso é que precisava molhar um pouco a garganta primeiro, porque ela é bem comprida, sabe?", diz Cambaxirra.

"Caro amigo, muito gosto me faria poder convidá-lo para dividir um bom odre de vinho e ouvir sua história, mas o dinheiro me está curto nesse momento... Talvez o meu colega tenha algo para nos ajudar”, responde Abraldar, virando-se para o sargento Pedro.

“Tem alguma coisa que possamos saborear por aí, enquanto esperamos mais voluntários chegarem? Por falar nisso, você pode me adiantar algo a respeito do que pretendem com os voluntários ou só vamos saber quando estivermos diante de uma outra horda de orcos?”, pergunta o jovem guerreiro, com um sorriso brincalhão na face.

“Não há nada para vocês aqui!”, diz o sargento com um olhar sério. Sua face assume uma forma ríspida e ele esbraveja: “Está pensando o quê, rapaz!? Aqui não é a caserna da Guarda da Cidade lá em Elara! Bom, eu esperava por pelo menos quatro voluntários, mas vocês três vão ter de servir! Vou falar agora com o General, antes que você, Abraldar, acabe com o que sobrou do meu bom humor!”

A súbita mudança de humor do sargento Pedro deixa vocês aturdidos. Ele sai do templo de sopetão e segue para a grande casa que há ao lado do templo. Devido ao tamanho da casa, deve pertencer a um grande comerciante, ou ter pertencido ao falecido prefeito. Deve ser ali que o General está!

Cambaxirra então nota uma figura encostada na parede do templo. Parece já estar ali há algum tempo, e perto o suficiente para escutar a conversa!