16.7.04

Rodada 6

Cambaxirra retira o seu punhal da viga e o guarda na cintura. Então fala:

"Bem, creio que quanto antes pegarmos a estrada melhor. Reyam, a casa dessa sua amiga fica no caminho?"

Antes que Reyam responda, Abraldar interrompe:

"Vamos então. Vejo que, quanto mais cedo entregarmos isto, mais cedo saberemos que propósito teremos a cumprir nisto tudo. Fiquem de olhos abertos, pois como este novo companheiro nosso antes fazia, outros podem estar de olho em nossos movimentos, porém seus motivos podem não ser tão dignos quanto os dele."

"Não se preocupem por eu estar espionando. Nessa missão, garanto a vocês que nossos inimigos, os (p)orcos, nada sabem sobre isso; sua tática é encontrar e destruir. Mas quero ajudá-los a fazer emboscadas contra os malditos", explica Balrog.

"É bom saber que você está do nosso lado. Mas não gosto de ser espionado, espero que compreenda", diz Cambaxirra, respondendo em seguida a Abraldar: "Vamos, colega. Assim que tivermos uma caneca de cerveja para molhar a garganta, prometo que contarei alguma história que valha a pena."

Balrog então se dirige ao sargento Pedro:

"Senhor, me chamo Balrog, gostaria de entrar como voluntário. Sei atacar com rapidez e silêncio. Se interessar..."

O sargento responde:

"Todos os voluntários são bem vindos. A carta foi escrita indicando apenas três voluntários, mas não haverá problema algum se você oferecer ajuda ao capitão Oxmann. Ele saberá encaixar suas habilidades aos propósitos da missão."

E explica a todos:

"Duas carroças, que estão em frente à torre, partirão para o acampamento, levando suprimentos. Há espaço o suficiente para vocês. Chegarão ao acampamento em um dia de viagem. Boa sorte a vocês e que Crisagom guie suas lâminas!"

Falando isso, ele entrega a carta nas mãos de Abraldar. É um pequeno pergaminho amarrado com um cordão. Um selo vermelho com o brasão do general lacra a correspondência.

Ao seguirem para a torre da cidade, os quatro atravessam a ponte, razão da existência desta cidade. É uma ponte forte e robusta, construída com pedras de tom cinza. Sua forma em arco apresenta uma rara beleza arquitetônica. Várias marcas de sangue negro e fogo marcam o chão da grande construção de pedra. O rio que passa por baixo dela está rápido e caudaloso. Nenhum barco é avistado navegando no momento, somente três que estão ancorados no porto da cidade.

Os heróis avistam a pequena torre de guarda da cidade, com apenas três andares. O telhado de madeira foi arrancado e há um buraco enorme na lateral dela, revelando todo o interior do segundo andar. Em frente, duas carroças, puxadas por um par de cavalos cada, aguarda. Estão carregadas de sacolas e caixas. Quando o grupo se aproxima, o carroceiro pergunta:

"São vocês os voluntários que vão hoje para o acampamento? Se são, subam logo, pois já estamos atrasados. Se quiserem fazer mais alguma coisa na cidade, façam-na agora e rápido!"